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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Conselheiro Lafaiete

Conselheiro Lafaiete
O Arraial dos Carijós foi, na "corrida do ouro", uma das pri-mitivas povoações. O primeiro grupo de aventureiros aportados a esta paragem é bem provável que tenham sido os remanescentes da bandeira de Fernão Dias, então chefiados por Borba Gato, que, após o conflito do Sumidouro, vieram refugiar-se ao pé da Serra do Ouro Branco; hipótese esta baseada em Saint Adolphe ao afirmar que esses mineiros do antigo "Morro do Deus Te Livre" se juntaram aos índios carijós, constituindo o arraial. Mas, como são informações ainda sujeitas a profundos estudos para se obter uma conclusão precisa, o que nos parece difícil ocorrer devido a falta de documentos, optou-se pelo marco oficial da colonização como sendo a mesma ocasião em que reluziu o primeiro ouro nas terras da Itaberaba, pois as terras de Carijós eram passagem obrigatória para quem vinha em busca das minas. Por isso, em 1994, comemorou-se o tricentenário da colonização de Carijós.
A primtiva capela de Nossa Senhora da Conceição foi filial da freguesia de Furquim até 1709, quando se criou a freguesia de Carijós. Por consulta da Mesa de Consciência e Ordens, de 3 de novembro de 1750, e Alvará Régio de 16 de janeiro de 1752, a freguesia de Nossa Senhora da Conceição foi elevada à categoria de colativa. Compunha a freguesia de Carijós, no século XVIII, as capelas filiais de Santo Amaro do Camapuã (atual Queluzito), São Caetano do Paraopeba, Nossa Senhora da Glória (atual Caranaíba), Nossa Senhora das Dores (atual Capela Nova, esta na última década), Sant'Ana do Morro do Chapéu (atual Santana dos Montes), São Gonçalo do Camapuã (atual São Gonçalo do Brandão), São Miguel e Almas, além das capelas de Santo Antônio e da Arquiconfraria de Nossa Senhora do Carmo, ambas no arraial.
O Campo Alegre dos Carijós esteve subordinado à Vila de São José del Rei (atual cidade de Tiradentes) até 19 de setembro de 1790, ocasião em que o governador da Capitania, Exmº. Visconde de Barbacena, assinou o auto de criação da vila, no arraial dos Carijós, o qual passou a denominar-se Real Vila de Queluz, obtendo confirmação régia em 11 de janeiro de 1792. O Termo de Queluz esteve afi-xado à comarca do Rio das Mortes até 29 de julho de 1829, quando se incorporou à comarca de Ouro Preto. A 30 de junho de 1833, o Termo de Queluz foi elevado à categoria de 1ª entrância. O presidente da Província, Dr. Joaquim Saldanha Marinho, a 2 de janeiro de 1866, sancionou a lei provincial nº 1.276, concedendo a denominação de cidade à antiga Vila de Queluz, que passou a chamar-se Queluz de Minas. Pela lei provincial nº 1.867, de 15 de julho de 1872, elevou-se a comarca à 2ª entrância, confirmada pelo decreto-lei nº 5.049, de 14 de agosto de 1872, e ato de 22 de fevereiro de 1892 e pela lei nº 11, de 14 de agosto de 1903. A classificação de 3ª entrância verificou-se através do decreto-lei estadual nº 667, de 14 de março de 1940, pelo Sr. Governador do Estado, Dr. Benedicto Valadares Ribeiro, o mesmo que, arbitrariamente, pelo decreto nº 11.274, de 27 de março de 1934, estando como Interventor do Estado, mudou a denominação da cidade de Queluz de Minas para Conselheiro Lafaiete.
Em Queluz, na Revolução de 1842, os rebeldes liberais vence-ram as tropas legalistas, a 26 de julho daquele ano. O Cônego Marinho, também insurgente, em seu relato sobre a batalha de Queluz, exalta dois episódios acerca de seus companheiros revoltosos: a honestidade e fidalguia da pessoa humilde de Florentino José Alves, que socorreu o legalista capitão José Rodrigues Lages após a batalha, e a cena sentimental-patriótica do comandante Galvão que, ao perder um filho durante o combate, disse: "- Ainda me restam três [filhos] para sacrificá-los à causa da liberdade". Ressalta-se, ainda, nas crônicas da história queluzense, a fidelidade de seus habitantes ao governo legítimo da Província de Minas, na sub-levação de 1833, e na campanha da Guerra do Paraguai, para a qual enviou 25 voluntários, integrando a 1ª Brigada Mineira, além de abrigar e alimentar, por cinco dias, 1.200 homens que rumavam para Uberaba, sem aceitar nenhuma recompensa como pagamento das despesas. Não poderia esquecer-me dos valentes expedicionários que partiram para os campos de batalha, na Itália, durante a II Grande Guerra Mundial (1939-1945), engrandecendo o nome de nossa Pátria, ajudando a promover a paz entre os povos.
Ao comemorar-se os 220 anos de emancipação política de município de Conselheiro Lafaiete, com mais de 300 anos de história, deve-se reverenciar todo esse passado, de forma que seja um espelho a refletir o heroísmo, a cultura, a religiosidade e a tradição de seu povo. Paul Claudel em um de seus trabalhos confessa que foram os antepassados que o ensinaram a ver os vivos caminhar. Realmente, o presente é uma conseqüência do passado, por isso dever-se nele espe-lhar-se para que os equívocos de outrora não se repitam. Por isso a necessidade de preservar a História, a mestra da vida.
Diante desse passado bravio, a ingratidão seria uma falta grave por parte daquele que não ama sua terra, assim como o Cristo amou a capital de sua Pátria, Jerusalém, chorando sobre ela; assim como Camões amou seu Portugal, cantando sua história em versos; assim como Cícero se expressou no exórdio de seu discurso "Post reditum ad Quirites" o encantamento que nutria por sua terra natal.

* ALLEX ASSIS MILAGRE (1971 - 2009).
Esse texto foi publicado originalmente no CORREIO DE MINAS em 2007.

História de Ouro Branco

História de Ouro Branco
O povoado de Santo Antônio de Ouro Branco teve sua origem em fins do século XVII, provavelmente no ano de 1694, como conseqüência do processo de ocupação iniciado com as primeiras bandeiras que, subindo o Rio das Velhas à procura de ouro, desbravaram a região, assentando-se ao pé da Serra de Ouro Branco, também denominada, na época, Serra do Deus (te) Livre (tombada pelo IEPHA em 07/11/1978). 
Os primitivos habitantes desta região foram os índios da tribo Carijós. 

Os ex-integrantes da Bandeira chefiada por Borba Gato, Miguel Garcia de Almeida Cunha e Manuel Garcia, transpondo os altos da cachoeira de Itabira do Campo (atualmente Itabirito) descobre o ouro na falha radial da Serra, onde se encontram os mananciais dos Ribeirões da Cachoeira e Água Limpa. Tal descoberta não produz o rendimento esperado: Manuel e Miguel se desentendem e a bandeira se divide. 

Manuel Garcia segue na direção Nordeste, indo dar com o rico córrego do Tripuí, descobrindo o "Ouro Preto", cor produzida devido à presença do Óxido de Ferro em sua composição. 

Miguel Garcia, por sua vez, desce o vale do chamado "Rio da Serra", que corre para o Oeste, paralelamente à aguda escarpa da Serra de Deus Livre. Funda um povoado nessa região, após descobrir ouro de cor amarela, clara, produzida pelo mineral Paládio a ele associado, denominado "Ouro Branco" por simples contraste cromático aparente com o "Ouro Preto" do Tripuí. 

Ouro Branco foi uma das mais antigas freguesias de Minas, tornada colativa pelo alvará de 16 de fevereiro de 1724, expedido pela Rainha Maria I, durante o governo de Lourenço de Almeida. Nesse período Ouro Branco já possuía considerável importância econômica pela prosperidade de sua população. 

O ouro extraído em Ouro Branco era desprezível em relação à extração praticada em Ouro Preto. Por essa época, a má qualidade das jazidas auríferas e as dificuldades de exploração, advindas do primitivo processo utilizado, fazem atividade mineradora retroceder. 


Fonte: Divisão de Cultura
Texto: Elizabeti Márcia Felix R.Oliveira

Mensalão Novo julgamento pode absolver antigos dirigentes do PT

Mensalão Novo julgamento pode absolver antigos dirigentes do PT
Se os ministros do Supremo Tribunal Federal aceitarem novo julgamento do mensalão, a mudança pode levar à absolvição dos dirigentes da antiga cúpula do PT do crime de formação de quadrilha. Mais do que livrá-los da punição - e garantir pena menos rigorosa -, a decisão pode promover uma mudança na narrativa política que tem desgastado o partido desde a eclosão do escândalo, em 2005.

No início do julgamento do mensalão, no ano passado, o então procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que o esquema de compra de votos no Congresso Nacional foi operado "entre quatro paredes" de dentro do Palácio do Planalto. "O Ministério Público só não conseguiu provas impossíveis", disse Gurgel, ao pedir na ocasião a prisão imediata dos réus do processo. O termo formação de quadrilha foi repetido 54 vezes nas 136 páginas da denúncia da Procuradoria Geral da República.

Após 53 sessões, a Corte concluiu em dezembro que uma quadrilha organizada e controlada pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, com o apoio do ex-presidente do PT e deputado federal José Genoino (SP) e do ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares comprou o apoio político de partidos aliados ao governo Lula.
Contudo, mudanças na composição do Supremo Tribunal Federal tendem a criar um novo cenário nessa interpretação. Primeiro ocorreu a aposentadoria, em novembro passado, do ex-presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, que havia votado pela condenação de petistas por formação de quadrilha.
Em seguida, veio o alinhamento, no início de agosto, dos dois novos ministros, Roberto Barroso e Teori Zavascki, no julgamento do senador Ivo Cassol (PP-RO), contrário à punição do parlamentar por formação de quadrilha com argumentos semelhantes ao do processo do mensalão.
Essa eventual mudança se baseia em um raciocínio jurídico e político - o PT sempre reclamou de não ter uma resposta satisfatória para rebater a acusação de que uma quadrilha operou para se perpetuar no poder no governo federal.
Mas, para cientistas políticos ouvidos pela reportagem, o adiamento da decisão final sobre o caso pode trazer prejuízos ao partido. "Para o PT e para a presidente Dilma, talvez fosse mais interessante que essa questão fosse resolvida agora, e não às vésperas da eleição de 2014", disse Leonardo Barreto, doutor em Ciência Política pela UnB.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Vereadores de Lafaiete estudam meia passagem para estudantes

Vereadores de Lafaiete estudam meia passagem para estudantes

á está bem adiantada a discussão entre os vereadores sobre a implantação do projeto de meia passagem aos estudantes de Lafaiete. O benefício seria estendido aos alunos desde o ensino fundamental até o universitário. O anúncio foi feito pelo vereador, Antônio Severino, o “Toninho do PT”, na noite do dia 13 durante sessão ordinária.
Segundo ele, a intenção é mobilizar e unir os seus pares em torno da importância social do projeto que deve ser apresentado em plenário no dia 20 para início da tramitação e aprovação.

Leia a matéria completa na edição impressa do Jornal CORREIO DE MINAS

Vereadores criticam classe médica de Lafaiete

Vereadores criticam classe médica de Lafaiete

Em meio a contratação de médicos estrangeiros pelo governo federal para levar atendimento aos rincões brasileiros, a polêmica ecoou na Câmara de Vereadores de Lafaiete. O assunto foi desencadeado após aprovação de um requerimento do vereador Pedro Loureiro (DEM) cobrando do Executivo explicações na demora no atendimento oftalmológico. “È um absurdo o que estão fazendo com os médicos cubanos. Parece preconceito. Acredito que a classe médica pode ajudar o país”, questionou o vereador Toninho do PT.
Em seguida o presidente Benito Laporte (DEM) criticou diretamente a falta de compromisso social dos médicos de Lafaiete. “Acredito que nossa classe possa ajudar a resolver os problemas crônicos do SUS. Vejo colegas que utilizam da estrutura e da logística de nossos hospitais sem dar uma contrapartida. Esses nossos hospitais foram construídos com recursos públicos e ainda são mantidos por eles, principalmente a Maternidade São José”, criticou.
Em sua fala na Câmara Municipal, no dia 16 de julho, o médico e representante do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, Nilson Albuquerque Júnior (foto), esclareceu a polêmica em torno da contratação de médicos estrangeiros.
Leia a matéria completa na edição impressa do CORREIO DE MINAS
Última atualização (Sex, 06 de Setembro de 2013 09:39)